Midias Sociais 



05 de Março de 2020

PROCEDIMENTOS DE BIOSSEGURIDADE NAS VISITAS PARA OS SETORES DE AVES E SUÍNOS

 


A ABPA orienta que sejam aplicadas medidas de biosseguridade em todos os elos da cadeia produtiva.


A ABPA recomenda a RESTRIÇÃO DE ACESSO de pessoas procedentes de outros países às instalações agroindustriais de suínos ou aves, com animais vivos ou que possuam relação direta com estas instalações - em especial, se o país tiver surto ativo ou for endêmico para doenças de notificação imediata à OIE.


Além disto, recomendamos a MÁXIMA RESTRIÇÃO DAS VISITAS DE QUALQUER ORIGEM E ATIVIDADE NÃO LIGADA A EMPRESA, exceto quanto estritamente indispensável e seguindo os procedimentos abaixo.


A) RECOMENDAÇÕES RELATIVAS AO TRÂNSITO DE PESSOAS:


1. Advertimos para a necessidade de que roupas, calçados, malas e mochilas utilizadas nas viagens sejam devidamente higienizadas no retorno e antes de seu uso no Brasil.


2. Todas as visitas internacionais e nacionais, a todas as estruturas produtivas (granjas) com suínos e aves vivos, ou que possuam relação direta com estas, tais como fábricas de ração, devem ser restritas conforme requisitos abaixo:


Da mesma forma, visitas em instalações de produção (granjas) sem qualquer contato com animais vivos, centros de distribuição e frigoríficos, podem ser permitidas desde que sejam seguidos os procedimentos de quarentena abaixo.


Visitantes (Brasileiros ou estrangeiros) provenientes de outros países


Período de quarentena a ser seguido no Brasil antes da visita Pessoas que declararem que não tiveram contato com animais vivos (suínos e aves) nos 15 dias anteriores à chegada ao Brasil;


Pessoas que declararem que tiveram contato com animais vivos (suínos e aves) nos 15 dias anteriores à chegada ao Brasil.


Período de quarentena a ser seguido no Brasil antes da visita


72 horas em território brasileiro sem contato com animais (aves ou suínos) ou estabelecimentos que contenham esses animais, antes de visitarem o primeiro estabelecimento no Brasil ;


7 dias em território brasileiro sem contato com animais (aves ou suínos) ou estabelecimentos que contenham esses animais, antes de visitarem o primeiro estabelecimento no Brasil.


Lembramos a todos que os procedimentos acima se aplicam a qualquer pessoa proveniente do exterior, residente ou não no Brasil. Isso inclui: funcionários da empresa, contratados e terceirizados, clientes, auditores de sistemas da qualidade privados, técnicos de manutenção, produtores rurais, parceiros, etc.


Para as missões estrangeiras oficiais, os procedimentos de biosseguridade serão devidamente acordados com o Serviço Oficial Brasileiro e todas as empresas que forem visitadas adotarão as mesmas medidas.


3. Procedimentos prévios às visitas


Antes de acessar qualquer unidade produtiva, todo visitante deve banhar-se no hotel. Para a transferência entre o hotel e a unidade produtiva, os visitantes e seus acompanhantes devem utilizar as roupas de trânsito (calça, camisa, meias, e calçados) fornecidas pela empresa. Não devem portar nenhum adorno (quando for necessário levar algum pertence ou adorno, estes devem ser transportados preferencialmente em sacolas de primeiro uso, descartável e inócua fornecidas pela empresa). A unidade que receberá a visita é a responsável por providenciar as roupas de trânsito, de acordo com os tamanhos informados nos formulários de biosseguridade.


As roupas e a sacolas devem ser enviadas ao hotel em que os visitantes estarão hospedados, antes de sua chegada, devidamente acondicionadas em sacos plásticos individuais e identificadas com os nomes dos respectivos visitantes. Ao final do dia de visita, as roupas devem ser enviadas para lavanderia especializada para serem lavadas e desinfetadas e novas roupas e sapatos serão providenciadas pela equipe da unidade, para visita no dia posterior.


Dependendo dos procedimentos específicos de cada empresa, ao chegar à unidade produtiva, poderá ser solicitado ao visitante, banhar-se novamente. Os visitantes terão uma nova troca de roupas e calçados (roupas para visitação interna), além de protetor auricular, máscaras, toucas e luvas (se necessário). Pertences que sejam permitidos a entrada na unidade deverão passar por processo de desinfecção adequado. Ao final da visita, os visitantes devem retornar ao uso das roupas de trânsito para retorno ao hotel.


Nas ocasiões em que técnicos de outros países sejam necessários para instalar ou realizar manutenção de equipamentos nos frigoríficos, estas pessoas deverão atender ao disposto nos itens acima e todos os equipamentos e maquinários destes técnicos deverão ser limpos e desinfetados. Atenção especial, aos uniformes e calçados de segurança que são utilizados por eles.


B) RECOMENDAÇÕES GERAIS DE BIOSSEGURIDADE


1. Somente autorizar visitas conforme os procedimentos recomendados acima;


2. Proibir a entrada de veículos não pertencentes ao processo. Os veículos que necessariamente tenham que ter acesso às granjas devem ser limpos e desinfetados antes da entrada no estabelecimento e após a saída do mesmo. (Veículos que transportam visitantes, após o termino da visita devem ter seu interior desinfetado).


3. Manter registro de todas as visitas feitas à propriedade utilizando o modelo anexo, ou modelo padrão já adotado pela empresa.


4. Exigir que todos os visitantes que entrem nas dependências internas das granjas de material genético (suínos e aves), incubatórios, unidades produtores de leitões (UPL), galpões de maternidade e creche (suínos), banhem-se e vistam roupas e equipamentos, limpos e desinfetados, fornecidos pela empresa.


5. Exigir que todos os visitantes que tenham acesso às áreas externas da propriedade; aviários de frango de corte, poedeiras, perus, codornas, patos e outras aves; granjas de suínos integradas - que tenham o mesmo status sanitário -, troquem as roupas de trânsito e vistam novas roupas e equipamentos fornecidos pela mesma.


6. Toda a equipe que acompanha o visitante deverá utilizar roupa e calçado de trânsito.


7. Todas as pessoas envolvidas na visita e envolvidas com animais vivos devem evitar visitas às granjas no mínimo nas 48 h subsequentes.


FRANCISCO TURRA
PRESIDENTE EXECUTIVO

 

 

Fonte: ABPA

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